Lição 6: Guerreiros de Oração
Lição 6: Guerreiros de Oração
(Mateus 6, Daniel 6, Lucas 11, Salmo 139)
Copr. 2026, Bruce N. Cameron, J.D. As citações bíblicas são da Bíblia ESV® (The Holy Bible, English Standard Version®), copyright © 2001 pela Crossway, um ministério editorial da Good News Publishers. Usado com permissão. Todos os direitos reservados. As respostas sugeridas encontram-se entre parênteses. Se você normalmente recebe esta lição por e-mail, mas ela se perdeu em alguma semana, você pode encontrá-la clicando neste link: http://www.GoBible.org. Ore pedindo a orientação do Espírito Santo enquanto estuda.
Introdução: Se a oração deve ser uma conversa com Deus, Ele deve me achar um péssimo conversador. Tenho o hábito de repetir frases sem pensar, como: “Por favor, Senhor, ajude-me.” Ou “Obrigado, Senhor.” Parte do meu problema é que Jesus disse: “Orai, pois, assim” e nos deu a Oração do Senhor. Veja Mateus 6:9-13. Se Jesus nos dá um modelo de oração, isso significa que a oração deve seguir um padrão fixo? Se sim, como evitamos que a oração se torne uma repetição mecânica? Como evitamos conversas tediosas com Deus? O que Ele quer quando oramos a Ele? Ele busca uma conversa interessante? Ou busca algo mais? As lições desta semana e da próxima são sobre oração. Na próxima semana, nos concentraremos na Oração do Senhor. Vamos mergulhar em nosso estudo da Bíblia e começar nossa jornada para descobrir o que podemos aprender sobre oração!
I. Nosso Parceiro de Oração
A. Leia Mateus 6:5-6. Qual é o problema potencial da oração pública? (A pessoa que ora não está falando com Deus, mas sim com aqueles que estão ouvindo.)
1. Qual é a recompensa para aqueles que pretendem impressionar os outros com sua oração? (A recompensa deles é simplesmente impressionar os outros. Deus não recompensa esse tipo de oração.)
2. Quem é o parceiro de oração dessa pessoa? (Não é Deus. São os ouvintes.)
3. Com que frequência você se vê orando em público?
a. Geralmente é uma ideia sua ou você foi convidado a orar? (O exemplo que Jesus dá é o daqueles que se oferecem para orar em público.)
4. Por que você acha que Jesus nos diz para orarmos a Ele em segredo? (Deus quer que nossas orações sejam dirigidas a Ele, não aos outros. Ele é nosso parceiro de oração.)
a. Você acha que Jesus está nos dizendo para termos um lugar especial para orar? (Alguns comentaristas pensam assim, mas eu não, porque Jesus diz para “irmos para o nosso quarto”, referindo-se a um lugar privado, e não a um local específico.)
b. Qual é a vantagem de orar especificamente a Deus? (Como nosso Parceiro de oração, Deus nos “verá” e nos recompensará.)
B. Leia Mateus 6:7-8. Qual grupo pratica exemplos ruins de oração? (Pagãos. Jesus passou de criticar hipócritas religiosos para criticar orações pagãs.)
1. Qual é o problema específico com as orações pagãs? (Eles pensam que mais é melhor. Usam muitas palavras, mas essas palavras não acrescentam muito ao que está sendo dito.)
C. Observe novamente Mateus 6:8. Qual é a razão pela qual Deus não precisa nem quer muitas palavras vazias? (Deus sabe do que precisamos antes mesmo de pedirmos.)
1. Uau! Jesus está dizendo que não precisamos descrever nossas necessidades a Ele quando oramos? Ele já sabe do que precisamos? (É exatamente isso que Jesus está dizendo.)
2. Vamos explorar isso. Se você estiver conversando com um amigo, e ele já souber todo o contexto, o que isso permite que você faça? (Primeiro, não perder tempo. Segundo, permite que a conversa vá direto ao ponto central do problema.)
II. O que nosso parceiro de oração não é
A. Leia Lucas 11:5-7. Esse amigo tem o pão que foi pedido? (Sim. O amigo não afirma o contrário.)
-
-
-
Jesus faz uma pergunta nesses versículos. Qual você acha que é a resposta esperada? (O amigo se levantará e emprestará o pão. Seu amigo faria isso, certo?)
-
-
B. Leia Lucas 11:8. Como a versão ESV chama o motivo pelo qual o amigo finalmente ajuda? (“Impudência.” Outras traduções usam ideias como persistência ou ousadia descarada. A questão é que até mesmo um amigo humano relutante pode finalmente responder.)
1. Jesus está dizendo que Deus é relutante e precisa ser convencido? (Não. O amigo relutante está sendo contrastado com Deus. Se até mesmo um amigo assim responde, quanto mais devemos confiar que Deus nos ouvirá.)
C. Leia Lucas 11:9-10. Quem está respondendo aos pedidos aqui? (Leia Lucas 11:1. Esta história segue Jesus dando uma versão da Oração do Senhor. A pessoa a quem se pede é Deus.)
1. Qual é o ponto que Jesus está tentando mostrar? É que devemos importunar a Deus? (Não. Este “amigo” está sendo contrastado com Deus. Deus não precisa ser importunado.)
2. Como a ideia de que Deus já conhece nossas necessidades se encaixa aqui?
D. Leia 1 Tessalonicenses 5:16-18. A expressão “orar sem cessar” sugere importunar a Deus? (Não está dizendo que devemos orar sem cessar sobre o mesmo assunto. Significa que devemos ter uma atitude de constante dependência de Deus.)
III. As Orações de Daniel
A. Leia Daniel 6:5-7. Trata-se de uma conspiração para destruir Daniel por causa de suas crenças religiosas?
B. Leia Daniel 6:10-11. Daniel está se recusando a comprometer suas crenças religiosas?
C. Voltemos a Mateus 6:6. Jesus ainda não havia proferido essas palavras quando Daniel enfrentou seu desafio. Daniel está fazendo algo errado? É aceitável manter as janelas abertas se a porta estiver fechada?
1. Qual foi o pecado principal em Mateus 6:5 que identificamos? (Ostentação.)
a. Esse pecado está presente na situação de Daniel? (Não. Ser visto por homens era um problema para Daniel. Daniel se recusava a parar de orar porque os homens o haviam proibido.
D. Nossa lição se intitula “Guerreiros de Oração”. Que lição sobre guerreiros de oração podemos aprender com as palavras de Jesus em Mateus 6 e com as ações de Daniel em Daniel 6? (O valor comum em Mateus 6 e Daniel 6 é que, quando falamos com Deus em oração, não devemos ser controlados pelo que os outros pensam. Não devemos tentar impressioná-los, nem os temer. Estamos orando a Deus!)
E. Vamos analisar outro aspecto de Daniel 6:10. Isso revela que Daniel se ajoelhava e orava três vezes ao dia. Isso parece consistente com a ideia de oração como uma conversa com Deus? (Você marca um horário para telefonar para alguém? Se uma pessoa é importante, ou se alguém acha que
você é importante, é comum marcar um compromisso.)
1. Observe que as orações de Daniel incluíam dar graças a Deus. Imagine-se no lugar de Daniel. Sabendo o que ele fez, o assunto da sua oração seria agradecer a Deus ou orar (veja Daniel 6:7) para que você não se tornasse comida de leão?
F. Leia Mateus 6:8. Você acha que Daniel pode não ter mencionado a questão da ameaça de morte porque Deus já sabia do que ele precisava?
G. Leia Daniel 2:17-18. O que isso nos ensina sobre a ideia de que Deus já sabe do que precisamos? (Daniel e seus amigos levam especificamente a crise a Deus. Isso mostra que a declaração de Jesus de que Deus já conhece nossas necessidades tem o propósito de nos confortar, não de limitar o conteúdo de nossas orações.)
IV. Orações e a Presença de Deus
A. Leia o Salmo 139:1-3. Quanto Deus sabe sobre nós? (Ele conhece até mesmo nossos pensamentos “de longe”.)
B. Leia o Salmo 139:4. Isso está de acordo com Mateus 6:8. Se Deus já conhece nossa situação e sabe o que vamos dizer, como isso afeta a maneira como você ora? (Isso sugere que a oração é a nossa mente falando com o Espírito de Deus. Isso expande a ideia de ter um horário fixo para orar. Em vez disso, podemos orar a Deus o tempo todo. Não estou sugerindo que um horário fixo seja errado, simplesmente que não estamos limitados a um horário fixo.)
C. Leia Êxodo 33:13-15. Aqui, Moisés fala com Deus. O que Deus promete a Moisés sobre a Sua presença? (Ele diz que estará com Moisés.)
1. Quão importante é ter Deus presente em nossa vida para que possamos falar com Ele? (Moisés diz que não pode prosseguir com a tarefa que Deus lhe deu sem a presença de Deus. Deus diz que a Sua presença dará a Moisés “descanso”.)
D. Amigo, Deus quer que tenhamos um relacionamento de oração com Ele. Nossas orações não são como uma conversa com outra pessoa, porque Deus já conhece as nossas necessidades e até sabe o que pretendemos dizer. Ele não precisa ser importunado, porque nos ama e conhece as nossas prioridades. Você entrará em uma parceria de oração com Deus hoje? Por que não decidir agora mesmo?
V. Próxima semana: Oração prática.
