Lição 7: Oração Prática

(Mateus 6 e 18, Lucas 11, Efésios 3)
Portuguese, Brazil
Year: 
2026
Quarter: 
2
Lesson Number: 
7

                                                                             

Lição 7: Oração Prática

(Mateus 6 e 18, Lucas 11, Efésios 3)

 

Copr. 2026, Bruce N. Cameron, J.D. As citações bíblicas são da Bíblia ESV® (The Holy Bible, English Standard Version®), copyright © 2001 pela Crossway, um ministério editorial da Good News Publishers. Usado com permissão. Todos os direitos reservados. As respostas sugeridas encontram-se entre parênteses. Se você normalmente recebe esta lição por e-mail, mas ela se perdeu em alguma semana, você pode encontrá-la clicando neste link: http://www.GoBible.org. Ore pedindo a orientação do Espírito Santo enquanto estuda.

 

Introdução: Você está pronto para aprender mais sobre como se comunicar com Deus? Na semana passada, estudamos várias passagens bíblicas sobre oração, incluindo a advertência de Jesus em Mateus 6 sobre orar em público com o propósito de impressionar os outros. Ele também alertou sobre o uso de “frases vazias” e muitas palavras na oração, partindo da premissa equivocada de que “mais é mais” quando se trata de oração. Jesus também nos disse que Deus sabe do que precisamos antes mesmo de pedirmos. Em Mateus 6, nosso Senhor passa a falar sobre a Oração do Senhor. Venha comigo em uma análise profunda do modelo de oração de Jesus!

 

I. Introdução à Oração do Senhor

 

A. Leia Mateus 6:9. Antes de abordarmos os assuntos específicos da oração de Jesus, devemos discutir como usaríamos o Seu modelo de oração. Jesus diz: “Orem assim”, seguido por Seu modelo de oração. O que você acha que Ele quer dizer com “assim”? (Jesus acabou de dizer em Mateus 6:8 para não orarmos como “eles”, referindo-se aos hipócritas nas sinagogas e aos gentios de “muitas palavras”. Nenhuma dessas abordagens está correta. Jesus agora apresenta a abordagem correta para a oração.)

 

1. O que mais você acha que Jesus quis dizer ao usar a palavra “assim”, que em grego significa “desta maneira”? Você acha que devemos memorizar a oração de Jesus e repeti-la?

 

2. Se repetirmos o modelo de oração de Jesus, o que impede que ela se torne o tipo de repetição vazia contra a qual Jesus nos alertou?

 

a. Esse tipo de oração seria muito conversacional? (Não. Mas nos impediria de nos desviarmos dos assuntos apropriados.)

 

B. Lucas capítulo 11 contém uma versão mais curta da Oração do Senhor. Leia Lucas 11:2. Aqui, Jesus usa uma palavra

 

diferente de “como”. A ESV e a KJV traduzem como “dizer”. O grego subjacente, de acordo com Strong, pode se referir a um “discurso sistemático ou definido”. Isso acrescenta mais clareza e sugere que devemos repetir a oração palavra por palavra?

 

C. Considere novamente que Mateus 6:9 diz para orarmos “como” para, pelo menos, significar “diferentemente” dos hipócritas e pagãos. Na faculdade de direito, ensinamos os alunos a terem um “roteiro” quando estão em uma argumentação de apelação competitiva. Jesus está nos dando um roteiro? (Os exemplos incorretos envolviam orar para impressionar os outros. Ou orar com a visão de que Deus não tem ideia da sua situação. Então, “sim”, acho que isso é pelo menos um roteiro.)

 

II. Detalhes da Oração do Senhor

 

A. Leia novamente Mateus 6:9. Qual é o primeiro elemento da oração modelo de Jesus? (Dar glória a Deus.)

 

1. Vamos continuar nossa discussão sobre como usar o modelo de Jesus. Se Jesus estivesse nos dando um roteiro, seria mais provável que Ele dissesse: “Comecem louvando a Deus?”

 

2. As palavras que Jesus usa são uma maneira racional de se aproximar do Deus do Universo? (Com certeza. Quando discutimos recitação versus roteiro, não quis dizer que recitar as palavras de Jesus seja errado. Suspeito que, em algum nível, Jesus pretendia que recitássemos Sua oração. Apenas não acho que a mera recitação seja a compreensão mais completa ou madura do que Jesus está nos ensinando. Prefiro a abordagem do roteiro. Por exemplo, acho que algumas palavras a mais louvando a Deus são uma ótima ideia.)

 

B. Leia Mateus 6:10. Compare com Lucas 11:2. O que esses dois versículos têm em comum? (Jesus nos diz para orarmos por Seu retorno.)

 

1. O que é diferente? (Lucas 11:2 não contém um pedido para que a vontade de Deus seja feita na Terra.)

 

a. Você tem alguma ideia do porquê? (Se você está esperando o retorno e o reinado de Jesus, faz sentido que você queira que a vontade Dele governe o seu ambiente atual. Você quer que o reinado Dele seja a regra da sua vida.)

 

c. Leia Mateus 6:11-12. Por que você acha que Jesus nos encoraja a orar por nossas próprias necessidades antes de confessarmos nossos pecados? (Jesus indica que nossas necessidades diárias são importantes para Ele. A ordem é

 

impressionante: Ele nos convida a pedir por nossas necessidades antes do perdão. Isso não significa que o pecado seja irrelevante, mas Deus se importa com a totalidade de nossas vidas. Levei muito tempo para entender isso. Por décadas, o primeiro assunto da minha oração era pedir perdão pelos meus pecados. Eu queria começar do zero!)

1. Você pode explicar por que Deus prioriza nossas necessidades em vez de nossa transgressão da Sua lei?

 

2. Qual é a condição para o perdão dos nossos pecados? (Que perdoemos aqueles que pecam contra nós. Este é um tópico tão importante que voltaremos a ele.)

 

D. Leia Mateus 6:13 e Lucas 11:4. Compreender esse pedido é um desafio. Leia Tiago 1:13. Tiago nos diz que Deus não nos tenta. Como, então, devemos entender o pedido de Jesus para que não sejamos levados por Deus à tentação? (A melhor explicação que encontrei é que Jesus está orando sobre os tempos de provação que enfrentamos. Satanás e seus ajudantes estão constantemente tentando nos levar à queda. Essa oração pede a Deus que nos livre de situações difíceis. Essa compreensão se encaixa com o restante do versículo em Mateus 6:13, que pede livramento do mal.)

 

E. Leia Mateus 6:14-15. Já deixamos de lado a Oração do Senhor? (Eu acho que sim. Jesus está agora comentando sobre um aspecto de Sua oração, que é o nosso pedido de perdão. A seguir, vamos abordar com mais detalhes nossa obrigação de perdoar os outros.)

 

III. Perdoando os Outros

 

A. Leia Lucas 11:4. Como Jesus aborda a questão do perdão aqui? (Isso pressupõe que perdoamos os outros. Temos uma atitude de perdão.)

 

B. Lucas 11 não reforça a necessidade de perdoar os outros como pré-requisito para o nosso perdão, como encontramos em Mateus 6:14-15. Por que você acha que Jesus enfatiza a necessidade de perdoarmos?

 

1. Mateus 6:12 fala sobre o perdão de “dívidas”, enquanto Lucas 11:4 se refere ao perdão de nossos “pecados”. Lucas 11:4 continua dizendo que perdoamos “todo aquele que nos deve”. Devemos considerar pecados e dívidas como duas coisas diferentes? (Somente Deus pode perdoar pecados. Como não podemos perdoar pecados, isso nos ensina que precisamos ter uma atitude geralmente indulgente, independentemente da natureza do que nos é devido.)

 

2. Uma das “leis” da inteligência emocional baseada na

 

Bíblia que ensino aos meus alunos de direito é que devemos valorizar, e não detestar, as críticas, pois elas podem nos ensinar lições importantes. Aprender a receber críticas sem ressentimento é um passo prático em direção ao espírito perdoador que Jesus descreve? (Sim. Parte disso é difícil, não é?)

 

IV. As Respostas de Deus às Orações

 

A. Observe novamente Mateus 6:10. Inclui o pedido para que a vontade de Deus seja feita. Nossas orações precisam estar de acordo com a vontade de Deus? (Leia 1 João 5:14. Diz-nos que Deus responde favoravelmente às orações que estão de acordo com a Sua vontade.)

 

1. Se uma oração não é respondida, é porque não estava de acordo com a vontade de Deus? (Não necessariamente. Uma oração pode ser atrasada, respondida de forma diferente da esperada ou negada porque Deus tem algo melhor em mente.)

 

2. Você gostaria de uma resposta à oração que não estivesse de acordo com a vontade de Deus?

 

B. Leia Efésios 3:20-21. Quando pensamos em orar de acordo com a vontade de Deus, provavelmente pensamos que isso é uma limitação à oração. O que este texto nos diz sobre a vontade de Deus? (Que a Sua vontade é fazer mais do que pensamos pedir a Ele. Precisamos considerar o poder que Deus traz às nossas orações.)

 

C. Leia Lucas 11:9-13. O que devemos esperar de Deus em resposta às nossas orações? (Ele nos dá coisas boas. Ele não nos dá coisas ruins quando oramos.)

 

1. Qual é o melhor presente que Deus pode nos dar em resposta às nossas orações? (O Espírito Santo.)

 

V. O Contexto de Deus

 

A. Leia Mateus 18:23-26. Quão grande é essa dívida? (John MacArthur relata que um talento “era a maior denominação de moeda”, e “dez mil” seria entendido como algo incalculavelmente grande. Era uma soma enorme!)

 

B. Leia Mateus 18:27. Como a vida desse devedor mudou? A vida de sua família mudou?

 

C. Leia Mateus 18:28-30. Cem denários equivalem a cerca de três meses de salário. Qual é a sua reação a essa história?

 

1. Nossa reação ao servo implacável é um pequeno reflexo de como Deus nos vê quando nos recusamos a perdoar os outros,

 

mesmo que Jesus tenha dado a Sua vida para nos perdoar?

 

D. Amigo, Jesus nos deu um modelo para falar com Ele. Embora eu ache que a simples recitação da oração modelo seja boa, não creio que seja o nosso objetivo. Em vez disso, cada ponto abordado por Jesus é um assunto que devemos tratar em nossas conversas com Ele. Visto que Deus já sabe do que precisamos, a mera recitação sem reflexão é uma oportunidade perdida de comunhão com o Grande Deus do Céu! Por que não aproveitar esta oportunidade, começando agora mesmo?

 

VI. Semana que vem: Ter Fé.